| O novo sistema de ranking |
|
|
| News | |||
| Escrito por Luiz Ribeiro dos Santos | |||
|
A partir da realização do Torneio Nacional Cidade de São Paulo, a esgrima brasileira passou pela sua maior e talvez a mais importante mudança nos últimos 30 anos: A nova fórmula de pontuação do Ranking Nacional. Isto irá refletir a curto prazo diretamente na elaboração das competições nacionais, para começar. Cada país tem o seu sistema de pontuação de ranking. França, Estados Unidos, Canadá, China e Argentina entre outros, possuem suas fórmulas próprias. Cada um tem o seu modelo, um diferente do outro e também diferentes do nosso. Cada país tem um número de atletas em suas competições e interesses particulares que moldam o seu sistema de ranking, mas acima de tudo, o ranking deve ser imparcial e premiar os que obtém o melhor resultado. A finalidade de uma competição é esta, conquistar o seu melhor resultado e suar muito para subir no degrau mais alto e não ver ninguém na sua frente, até descer e começar tudo de novo. O sistema que era adotado pelo Brasil tinha como principal critério o índice de vitórias sobre maches obtidos em uma competição como critério de peso (este número de vitórias era dividido pelo número de matches jogados durante uma determinada prova). Um atleta poderia vencer a competição, mas se ele tivesse tido uma primeira rodada de pules classificatórias com resultados ruins neste índice, conseguiria menos pontos que o 2° colocado que obteve uma prova somente com vitórias na primeira fase mas perdeu a final. Ouro não era a garantia do melhor desempenho. Neste primeiro estágio de implementação e para os primeiros colocados do Ranking Nacional, não mudará muito com a fórmula atualmente adotada. O que muda mesmo é no bolo de 8 para baixo, onde o desempenho de resultados faz uma diferença enorme pelos pontos conquistados. Será uma reviravolta a cada etapa, pelo resultado ruim ou bom. Isto mudará a colocação de cada um, onde o desempenho de resultados somarão pontos importantes na escalada até o topo. Para se entender melhor, todo adversário quer o seu lugar na tabela de colocação e vice versa, então a eliminação de cada um no tableau poderá fazer com que o atleta passe a sua frente no Ranking. A derrota no tableau sempre comprometerá o resultado final, pois o que interessa agora é a conquista de posições de cada atleta. Um atleta agora poderá medir o seu quadro evolutivo com mais precisão, pois ele compete por resultado. Poderá consertar o curso de uma primeira rodada ruim, se vencer o suficiente no tableau para avançar. Mas isto também quer dizer que se estiver melhor colocado no ranking pelos resultados obtidos através de seu desempenho nas provas anteriores, terá uma pule com melhor índice técnico para buscar a sua classificação para o tableau. Isto quer dizer que se tiver uma pule teoricamente mais tranquila por estar em 10° no ranking ao invés de estar em 40° no ranking, poderá se classificar melhor no geral nesta competição para a segunda fase por ter uma pule com esgrimistas de menor peso e conseguir avançar mais no tableau, somando mais pontos e melhorando a sua performance no geral. Como a faca corta para os dois lados, o 40° também quer um lugar ao sol. O seu rendimento final determinará se ele conquistará mais pontos e subirá no geral. Um esgrimista pode ter problemas em uma competição como comprometer o resultado por estar em um dia ruim. Um resultado entre os cinco válidos para a composição do ranking poderá ser descartado. Este resultado poderá ser o pior ou a competição em que ele esteve ausente. Para a composição do ranking, valem os 5 últimos resultados da temporada. Até o momento temos dois: Um que é o total de pontos da temporada passada (ranking antigo). Estes pontos são os que estão ao lado da coluna V/M no ranking antigo. A segunda prova é o Torneio Nacional Cidade de São Paulo, o próximo será o terceiro. Quando atingirmos a sexta prova, o resultado de pontos acumulados do ranking antigo (temporada 2009) cairá e assim consecutivamente com os outros resultados a cada nova etapa. Sempre valerão e serão consideradas as últimas cinco provas realizadas. No caso de não ter participado de uma, este será o seu descarte até que ela seja substituída por uma quinta prova válida. Se tiver duas ausências ou piores resultados, dançou. O que vale é somente um descarte e o pior resultado será descartado sempre automaticamente. Para se chegar ao topo do ranking, deve-se ter em mente o seguinte: Primeiro conseguir estar entre os 20 primeiros e se estabelecer por lá até diminuir a diferença de pontos de 5° à 10°. Tirar esta diferença buscando uma posição por vez, que costumam ter a pontuação mais elástica para os 3 primeiros. Se tiver resultado para subir chegará lá, mas terá de conquistar Ouro para estar entre os 3 primeiros. Sem final não se estabelece entre os 5, cairá para quem vem buscando resultado. Os Campeonatos Brasileiros Cadete e Juvenil terão peso 02 (dois) estipulados para essas duas categorias. As demais provas jogadas pelos atletas fora das suas categorias (categoria livre) terão peso 01 (um) e serão somados ao seu ranking. Para a Categoria Cadete serão somados os três melhores resultados obtidos em provas livres somados o Campeonato Brasileiro dessa categoria com o seu respectivo peso, ou seja, peso 2 e mais o Campeonato Brasileiro Juvenil com peso um. Nessa categoria, em particular, não haverá a aplicação da regra do descarte. Para a Categoria Juvenil serão somadas as cinco provas livres, mais a aplicação da regra do descarte somente nas etapas livres, somados o Campeonato Brasileiro Juvenil com peso 02 (dois). Resultado na Livre pontos conquistados da tabela, resultados na sua categoria terão os pontos da tabela vezes 2 (dois). Com isto você pode somar os seus pontos a cada final de prova e ver qual será a sua classificação geral, assim como os pontos conquistados pelos seus adversários. Não tem conversa, o que vale é o resultado conquistado e não tem como errar. Se acontecer, é porque você deixou passar. Isto vale em muito, para os que treinam e conquistam os seus resultados. A mudança deste ranking já era uma discussão que vinha acontecendo haviam meses, sendo debatido entre os técnicos e dirigentes de clubes sobre qual seria o melhor sistema de pontuação de forma aberta. Não participou ou opinou quem não se manifestou. O estudo de mudança e pontuação foi desenvolvido pelo esgrimista e Doutor em Matemática Carlos Moreira (BTC/MG). Justiça seja feita, foi extremamente bem fundamentado e arduamente explicado até a sua formulação final. Carlos Moreira foi extremamente criterioso, transparente e apresentou um sistema competente, que certamente premiará sempre os melhores. ACESSE Ranking CBE Ofício Ranking CBE
|












